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TDAH e autorregulação emocional: por que é tão difícil controlar as emoções?

  • Foto do escritor: Andreza Gagliardi
    Andreza Gagliardi
  • 3 de abr.
  • 1 min de leitura

Quando falamos em TDAH, a conversa quase sempre gira em torno de atenção e hiperatividade. Mas há uma dimensão do transtorno que afeta profundamente a qualidade de vida e raramente recebe a atenção que merece: a dificuldade em regular emoções.

O que a ciência diz sobre TDAH e emoções

Russell Barkley, um dos maiores pesquisadores de TDAH do mundo, argumenta que a desregulação emocional é um componente central do transtorno — não uma comorbidade ocasional. Em seu modelo, o TDAH compromete as funções executivas responsáveis por inibir respostas emocionais imediatas, regular a intensidade das emoções e manter o foco em objetivos de longo prazo diante de emoções intensas.

O que isso significa na prática

Pessoas com TDAH frequentemente sentem as emoções com maior intensidade e têm mais dificuldade de colocá-las em perspectiva. Uma crítica pequena pode parecer devastadora. Uma frustração menor pode desencadear uma reação desproporcional. Isso não é imaturidade — é neurologia.

Intervenções com evidência

A TCC adaptada para TDAH e a DBT oferecem as ferramentas mais estudadas para o manejo emocional nessa população. Técnicas de mindfulness, regulacão emocional e tolerância ao mal-estar — pilares da DBT desenvolvida por Marsha Linehan — mostraram resultados positivos em estudos com adultos com TDAH e alta reatividade emocional.

Referências

Barkley, R. A. (2015). Attention-Deficit Hyperactivity Disorder: A Handbook for Diagnosis and Treatment (4th ed.). Guilford Press. | Linehan, M. M. (2015). DBT Skills Training Manual (2nd ed.). Guilford Press. | Barkley, R. A., & Fischer, M. (2010). The unique contribution of emotional impulsiveness to impairment in major life activities in hyperactive children as adults. Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry, 49(5), 503–513.

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